quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ardo

Minha fonte de inspiração caiu
Calado, sofrêgo,
escorregou e caiu em choros contidos,
percebendo a solidão que o rodeia.
Minha fonte secou, pois teu sexo esta longe demais de meu alcance.
Teu perfume já não é o mesmo,
pois nunca o senti entre minhas narinas sedentas.
Minhas mãos passeiam em um gélido corpo,
corpo frio...que não se entusiasma por falta do teu.
Meus olhos derramam uma única lágrima, sem precendentes sem soluços
e na vontade de fazer-te gemer e entenderes o porque que os mortais
possuiem o gozo profundo.
Estimularei teus sentidos, tua pele, tua boca e beijar-lhe-ei os olhos umedecidos,
como se emaranhasse tua alma.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O casamento de Filô Xena e Adamastor pataco

Entendo que foge completamente da linha deste blog, entretanto jamais poderia deixar de postar uma conversa que tive com uma pessoa no messenger.

Mais ou menos assim:


nao esquece de colocar a roupa na maquina antes de ir trabalhar, nao quero ter roupa para passar amanha....

vc sempre me trata como maria, para a sua informação maria é um nome nobre da corte... de napoleao... ou da musica: acorda maria bonita, acorda e vai fazer o café...rsr

me respeite... posso cobrar meus ganha pao, um ticket refeição...rsr

calma ai... agora é maria do sertao...rsr
Oia aqui cumpadi tonhao... Ocê num devi di fazê macarrao com mastumate, pois eu num gosto di tê qui fazê cumida pra modi essa gente toda cume sem me pagá...
carece de ocê vim fazê pra modoce come...ne rsr

hara sô, num carece de ocê me agradece nao meo car-ro amigo, é so dizê que ocê ja quer casar comigo, eu chamo a Marieta, terezinha ca cabaça, Zueleica pionhenta e a Filomena trava bode para sê minhas dama de honra... tu qué casa comigo, amode deu fazê tudo proce?

vô prepará, pé de muleke, paçoca... mais na nossa noite de pac man... o bode vai berrá... e o galo, ahh esse vai cantá nossa serenata de amô... "No dia em que sai de casa minha mae me disse... filho vem ca...rsr

no dia em que eu sai de casa minha mae me disse: vai com seu o viado do seu pai. Passou a mão em meus cabeços, me deu um cascudo e começou falar, por onde você for eu sigo com uma calibre 38 e vou atirar, eu sei que ela nunca compreendeu os meus motivos de sair de la, é que ela sabe que depois que cresce o filho vira trombadinha e quer roubar... Eu nao queria continuar ali mas o meu me ensinou a roubar...


Simplesmente fantástica a criatividade desta pessoa...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"deus perveso"

Tua simetria é bem vinda entre meus devaneios
Onde o simples toque na tela fria,
traze-me a possibilidade do coito solitário.
A observar-te desejei fielmente que estiveste em um altar
Onde destinam-se a onipotência a deuses como tú.
Pela obra, pelas atitudes ou pela simples existência.
Talvez desta forma me igualaria a tú, onde tornaste objeto de
minha idolatria, onde obtens meus sonhos que a ti dedico.
Ah! Esta distância que não permite o meu toque... os meus beijos... o meu sexo...
Queria invadir-te, adentrar entre carnes macias.
E sentir o furor onde somente dois corpos exprimem o similar
do desejo, paixão e volúpia.
Como farei eu dissimulado em uma culpa solitária?
Talvez desta forma dedique a ti meus sonhos eróticos e viciosos.
Pois nele serei deus a dedicar-lhe toda essa satisfação.
Não acreditais em desejos a primeira vista?
Ou porque acreditais em termos reles?
Revigora-te a saber que tú hoje tornar-se-á a quem dedicarei minha proficiência.
pois consegui a muito custo descodificar tua alma... tua essência... teu DNA...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Terena

Fizeste de tua ausência um pequeno momento de saudade
Onde como lampejos de colera invadirão minha alma
pois lamentam o lugar que eternamente por direito será teu.
Meu coração...
Deixaste a mesa vazia, sem provar o fel do cálice em meios turvos
onde o cansaço de um corpo pende do lado vazio.
Das estribeiras do corrêgo passaste tuas mãos sujas nos olhos;
e não terás a dignidade de me entrever jamais...
Ah! Donzela fria, acalanta teu grito em meus anseios
Mostra-me o uivo dos coiotes e entenderas por que me chamam
de devorador de carnes...
Talvez assim não me sinta infenso por tua ausência, por tua partida...
por teu frenesi.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Namoro

Tiras a roupa e mostra-te.
Talvez desnudo saberei quem verdadeiramente és
Não venhas com mãos sedentas
Pois no teu corpo apenas serei mais um
Não assumas compromissos,
Na verdade não quero compromissos
Quero a sede de apenas tocar todos os dias
Tua alma, teu coração, teu sexo...

domingo, 8 de agosto de 2010

Coito

Estais sem inspiração pela perda,
em luto por um amigo.
Malogro pelo carinho não trocado,
Pelos abraços e beijos gélidos,
Pelo gozo interrompido,
Pela ênfase da plateia,
Pelo motejo dos espectadores.

Não possuis movimentos próprios.
nem ao menos uma palavra de conforto.
Possuis somente angustias e desaforos.
Possuis a chave do meu coração,
e não entendes que somente tu... és guardião
De meu desespero

Não atentais a tua sorte,
pois a mesma não se comporta como teus atos.
Não se deitai em minha cama,
pois a mesma possui lençois de espinhos,
e não estais preparados para ver o sangue verter.

Vai te emboras! Sumas de minha memória.
Não possuo o teu sexo porque nunca o desejei...
Não experimentei o teu logro porque nele degustaria tua desgraça
e não te amei, porque nunca fostes meu...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O que um amigo pode...

Eu não posso acabar com todos os seus problemas,
dúvidas ou medos,
mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções.

Eu não posso apagar as mágoas e as dores do seu passado.
nem posso decidir qual será o seu futuro,
mas no presente eu posso estar com você se precisar de mim.
Eu não posso impedir que você leve tombos,
mas posso oferecer minha mão para você agarrar e levantar-se.
Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem.
mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens.

Não é de minha alçada tomar decisões por você,
nem posso julgar as decisões que você toma,
mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedir.
Eu não posso traçar ou impor-lhe limites,
mas posso apontar-lhe caminhos alternativos,
procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar-se,
meios de ser você mesma sem medo de rejeição.

Eu não posso salvar o seu coração de ser partido pela dor.
pela mágoa, perda ou tristeza,
mas posso chorar com você e ajudá-la a juntar os pedaços.

Eu não posso dizer quem você é o como deveria ser,
eu só posso amar você e ser seu Amigo!

Juliana estarei aqui sempre, mesmo distânte...

Lástimas

Cansei de esperar tua maturidade.
Esperarei a frente do penhasco.
Talvez o remesse e assim definirei tua partida.
Cansei de tuas lamúrias;
Não mais acharás meu ombro no deserto de tuas incertezas.
Mas descobrirás o meu furor em meio as tuas angústias
Talvez eu volte atrás, apenas para definir que nunca fostes tão bom quanto imaginavas.
E se dirigir-lhe a palavara será somente para dizer o que penso sobre sua reles existência.

domingo, 25 de julho de 2010

Tens

Tens um olhar pequeno
que refuta com a veracidade
Transmite serenidade
E ao mesmo tempo verdade

Tens uma voz tão límpida e fraca
que torna-se robusta ao alto do outeiro
Quando usurpada a honraria
Como lêoa presa em um canteiro

Tens em teu canto verdade
Dentro do altar de tua alma
Edificada no amor
Do desprezo da mulher amada

Tens a delicadeza da flor
e os espinhos da mocidade
Tens a pureza da cor... Tens o segredo da vida

Tens...


Originado do latim, Vera significa verdadeiro

sábado, 24 de julho de 2010

Latente

Pobre eu poeta dilacerado!
em um leito lúgubre
O sangue abrasado, porém o
corpo fúnebre.
Dormente em um sono parasita
profundo...
Em lamentos latentes que
duram um segundo

Pobre miserável sou, que a todo custo faz;
Com os olhos marejados
impingindo o que traz.
Da pena inerte entre os dedos frios,
um poema mórbito, uma
escrita para finados.

O meu sussuro torna-se em
um lamento consternado.
Conducente ao delírio alarmado;
Pois aqui a morte não é
um garoto acanhado.

Morena

Eita moça bonita, que faz delirar
Seu andar gracioso, o seu
leve requebrar.
Me deixas tão louco querendo
matar...
Esse desejo doido, de tanto amar.

Passas com teu vestido de tafetá
Enloquecendo o vizinho que
quer se casar.
Faiz os home da roça não
querer trabaiá.
Quando passa com o seu
rebolado que é de matar

Pena que não da bola,
esnoba e vai
Disconfiada da vida, do que
o vizinho é capaz
Devorar teus instintos vazios, sagaz

Pois então somente a observo
de minha janela
Eita moça gostosa, que faiz
delirar...
Estou indo agora ao banheiro
pra poder minha sede matar.

Meu túmulo

Que estranha potência e a
terra em meu túmulo
Onde cresce uma flor de um mundo
No mundo onde jaz o corpo de
um nobre poeta moribundo

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Evasão

Fujo de teu olhar perdido, do teu riso sorriso.
Fujo do teu corpo sujo, dos desejos contidos.
Penso em teu sexo como partida para a volúpia.
E parto para a alucinação como um galdério.

Olho para o teu all star, tua calça surrada.
Imagino-te nu, talvez uma visão privilegiada.
Finjo desprezo, permito-me arrepio.
Mas não deixo a mão ansiada.

Vivo... morto! Morto... "VIVO"

Viver intensamente, mesmo que a morte ande sobre os trilhos;
sonhar às vezes, para que as realizações tenham sentido.
Viver intensamente, todos os dias como se fosse o primeiro e o último;
mas ter a certeza das consequências futuras.
Chorar às vezes, desbafar sempre;
e acreditar nos amigos sinceros.
Amar sem apreensão, sem incertezas;
entrentanto, acreditar que sua vida, significa a alguém.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sôfrego

Sinto desgosto...
Ando indisposto
Profiro agouro

Uso um consôlo...
Tento um conforto
Pois estou quase morto...
No meio desse horto

Faço alvoroço
Tornando-me tedioso
Num momento odioso

Dou-lhe um ósculo
viro-lhe do avesso
E mostro-lhe que posso

Soneto de um vagabundo

Choras de mansinho
Um choro quase lastimável
Como a troca do sol e lua
Que perde o seu reinado

Vives tão sozinho
Que parece um coitado
A dor que te crucia
No lençol amassado

Foges deste pranto
Que consome tuas vísceras
Mas não possuis o domínio
E adormeces em cólera

Perdura teu choro
Mas deixes o trem partir
O destino talves seguir
E tentarás fugir da tua vida o mártir

Desejos

Tua juventde tão desejada
Tão ansiada...
Faz com que me perca, entre perversos pensamentos.
Teu riso, teu corpo
tão nítido como o polém
das rosas no horto que vivo
A febre de possuir-te e mostrar-lhe
as estrelas
faz com que penetre em um desejo contínuo, quase ilícito
Teu sexo tão cobiçado
um convite a luxúria de
toda tua existência
Dentro de ti
descubro teus desejos
teus mais íntimos segredos
Dentro de ti
mostro-lhe toda cólera de solidão
Dentro de ti
causo-lhe um furor frenesim
Gemes,
sussuras palavras desconexas...
em uma dança cadenciada que somente
dois corpos suados destiguem a existir
Gritas! Pare!
Sangras em toda tua mocidade
E deves a mim...
somente a mim, o estalar do gozo profundo
Onde adormeces, ofendido, feliz... exausto.

domingo, 18 de julho de 2010

Olhos Inquietantes

N.T. Eu adoraria responder-te tal questionário, embriagado desejaria... entretando...
permanece ainda a máscara que uso durante anos...
Talvez o seja pelo observar,
ou pelo teu olhar que tanto me inquieta na inabilidade que tenho, vergonhosamente dito, em poder decifrar-te.
Ah! realmente sou teu amigo! Entenderás se te disseres que antes do entardecer já o esperava?
Que antes da inquietude do similar e da simetria de teu rosto... já o esperava?
Certamente que não!
Portanto, não produzo som nem tão pouco ruído meu amigo,
para que entendas, que mesmo antes,
Tú já misturais coisas diversas



Redarguo a alguém do passado, presente e futuro amigo, músico, flautista: Diego

quinta-feira, 15 de julho de 2010


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor
Chore o quanto quiser,
mas não brigue com Deus
Por ele haver me levado.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
Se não quiser chorar, nao chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir. ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito
ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
E se tiver vontade de dizer alguma coisa sobre mim, diga somente um frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!.
Ai então, derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituido, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção do Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz, vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, sem nenhum véu a separar
a gente, vamos viver em Deus, a amizade que aqui nos preparou para ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos com quem soube viver direito.
A amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...

"Ser seu amigo... já é um pedaço dele..."


Chico Xavier




Hoje cortei os pulsos... tranquei a porta,
dormi descalço, enfretei meus medos;

Esperando sussuros, esperando você.

Fechei os olhos, balbuciei anedotas e chorei.