domingo, 8 de agosto de 2010

Coito

Estais sem inspiração pela perda,
em luto por um amigo.
Malogro pelo carinho não trocado,
Pelos abraços e beijos gélidos,
Pelo gozo interrompido,
Pela ênfase da plateia,
Pelo motejo dos espectadores.

Não possuis movimentos próprios.
nem ao menos uma palavra de conforto.
Possuis somente angustias e desaforos.
Possuis a chave do meu coração,
e não entendes que somente tu... és guardião
De meu desespero

Não atentais a tua sorte,
pois a mesma não se comporta como teus atos.
Não se deitai em minha cama,
pois a mesma possui lençois de espinhos,
e não estais preparados para ver o sangue verter.

Vai te emboras! Sumas de minha memória.
Não possuo o teu sexo porque nunca o desejei...
Não experimentei o teu logro porque nele degustaria tua desgraça
e não te amei, porque nunca fostes meu...

2 comentários:

  1. Finalmente, transformou sua falta de inspiração em obra.
    E o fez como sempre o faz, maravilhosamente.
    As vezes, até aquela rima que procuramos nem é tão necessária. Pois, por que regras? Por que ter um sistema? Onde se esconde a beleza das palavras?
    No conforto da palavra rimada?

    Melhoras amigo. És um gênio, mesmo quando acha que não é.

    ResponderExcluir
  2. Lindo! Absolutamente lindo! Alessandro.

    ResponderExcluir